Tudo lhe era ofegante. Nada na vida parecia ter muita graça senão o sufoco: o engodo que causa a decepção certa. Nada na alma parecia muito certo. O que procurava viver era sempre um tentativa de desvio, embora nunca tivesse sabido ao certo o que daquilo que lhe habitava poderia ser considerado de fato ela, dela, para ela.
Haveria formas de viver que fosse certa a inabilidade de lidar consigo mesma? Eis a pergunta que constantemente lhe faria perder o sono, não como castigo, mas abrigo desse desvario que existe porta afora.
Deparar-se com os olhos de. Para ela. Isso sim tinha algo de inato.