Devolvo tuas palavras com a saliva de minha boca. Vem. Bebe. Sei da sede.
Mas te deténs. Disfarças teu desejo debaixo da pele, te escondes detrás desse alguém – que não conheço. Simulas uma outra vida e me dizes cinicamente que não és meu. Sei de ti.
Gosto do teu Eu que vem à tona no quando de estarmos sós. O teu silêncio vira grito.
Não amo. Não sinto(,) amor. Sou refém do meu próprio deserto. Não sou tua, nem minha, tampouco de outro alguém (sou de muitos, se queres saber ao certo).
A casca dura. Foi a cura. E no entanto.
Para ti, ouso amolecer (de quando em quando):
Nosso amor sempre foi essa brincadeira de mau gosto: gramaticalmente tu finges não me querer, enquanto matematicamente finjo ressurgir o que já é morto.